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Museu do Crime

Butantã, São Paulo

Crime também é história

Toda cidade do mundo tem um museu sobre coisas vergonhosas, do que é marginal, estranho, mórbido - e esse é o caso do Museu do Crime, em São Paulo.

A primeira vez que fui foi aos 18 anos, aproximadamente, no limite da idade, pois não é permitida a entrada de menores. Não me lembro por que fui, mas nunca vou me esquecer! E permaneceu basicamente igual até hoje.

Ele não tem esse nome, na verdade: é o Museu da Polícia Civil, e foi montado para servir de treinamento aos estudantes da Academia de Polícia, na USP - por isso fica dentro do campus da Universidade de São Paulo.

Lá você encontra desde tatuagens de prisioneiros até detalhes de grandes crimes históricos, como o Bandido da Luz Vermelha; acidentes automobilísticos do começo do século XX, estátuas de cera reproduzindo diferentes ferimentos, como aqueles produzidos por bala ou machado... é bem esquisito!

É vazio, pouquíssima gente conhece. Eu vou uma vez por ano, mais ou menos. Eles abrem e fecham em horários alternativos, também, então é legal ligar lá para se informar antes de ir.

Viajo highlights

João Acácio Pereira da Costa, conhecido como Bandido da Luz Vermelha, foi um notório criminoso brasileiro. Vindo de Santa Catarina, chegou a São Paulo na adolescência, fugindo dos furtos que havia praticado em seu Estado Natal.

Morando em Santos, passando-se por filho de fazendeiros e "bom moço", ele passava uma vida pacata - mas vinha a São Paulo praticar seus assaltos, sempre nas últimas horas da madrugada, cortando a energia da casa (com preferência por mansões), com um lenço para cobrir o rosto e sua principal marca: uma lanterna com bocal vermelho.

A notoriedade que o caso ganhou na imprensa deu a João o título de "Bandido da Luz Vermelha", em uma clara inspiração no criminoso homônimo americano Caryl Chessman, executado em 1960. Sua história também inspirou um filme, do cineasta Rogério Sganzerla, em 1968.

Levou à polícia seis anos para conseguir identificá-lo e, em 1967, por conta das impressões digitais deixadas na janela de uma mansão, ele foi condenado por quatro assassinatos, sete tentativas de homicídio e 77 assaltos, com uma pena de 351 anos de prisão.

Libertado após cumprir a pena máxima prevista na lei brasileira, 30 anos, em 1997, retornou para sua cidade natal, Joinville, onde andava vestido de vermelho e distribuindo autógrafos. Após quatro meses em liberdade, foi assassinado com um tiro de espingarda, em 1998, durante uma briga de bar.

Museu do Crime
Praça Prof. Reinaldo Porchat, 219,
Butantã,
São Paulo,
S.P. 05508-100
Facundo Guerra Empresário do entretenimento, 48

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